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Logística

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Do laboratório às farmácias: saiba como funciona a logística de medicamentos

Sistema de garantia de qualidade deve prever segurança e integridade da carga

Desde uma dor de cabeça até uma doença grave, os remédios podem amenizar os sintomas e contribuir para a cura. Para que eles cheguem às farmácias, disponíveis ao consumidor, existe uma operação logística que assegura a segurança e a qualidade dos medicamentos, sem comprometer sua eficácia.

Duas etapas compõem o processo: a logística de embalde, do laboratório para o centro de distribuição, e a logística de varejo, do centro para as farmácias. No Brasil, esse transporte é realizado principalmente via caminhões - alguns medicamentos especiais são movimentados por aviões, como os indicados para tratamento de câncer, chamados oncológicos. O transporte é regido por normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para solicitar a Autorização de Funcionamento, a transportadora deve ser cadastrada junto ao órgão e passar por inspeção, renovando o registro periodicamente.

No baú do caminhão, eles são paletizados e estocados em caixas lacradas, de acordo com o tipo (comprimidos ou vidros de xarope, por exemplo) e as indicações do laboratório fabricante. "Se o armazenamento for mal feito, avaria a carga", explica o presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Atuantes em Logística (Anfarlog), Saulo de Carvalho Junior.

O acondicionamento também segue especificações de temperatura. O vice-presidente de Comercialização e Marketing da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Edson Carillo, ensina que algumas carretas têm a temperatura monitorada, com a utilização de baús isotérmicos ou contentores, como caixas de isopor com uso de gelo seco. O mesmo vale para o centro de distribuição, onde câmaras frias dão conta do armazenamento.

"A preocupação é com a preservação da temperatura, para não ter nenhum tipo de perda", diz Carillo. Esses itens são obrigatórios no caso de medicamentos termolábeis, que precisam ser conservados a baixas temperaturas. Geralmente os índices variam entre 2ºC e 8ºC, mas, segundo Carvalho Junior, há remédios que precisam ser mantidos a -20ºC. O não cumprimento desses requisitos pode comprometer a eficácia dos medicamentos.

A higienização dos caminhões também faz parte dos procedimentos. A rede de drugstore Araújo tem a própria frota de caminhões e contrata uma empresa especializada para efetuar a limpeza mensal dos veículos. Medidas de segurança são outro item da lista de planejamento, uma vez que as cargas têm alto valor agregado. Segundo o gerente de logística da Araújo, Helbert Lopes, os veículos são monitorados via satélite e contam com sistemas de gerenciamento de risco e de controle de qualidade. "Todos os lotes são monitorados. Sabemos de onde veio, de qual laboratório, quando chegou, quem foi o motorista e para qual loja foi", descreve Lopes. A conferência é feita com a presença da equipe de entrega.

Medicamentos controlados têm segurança reforçada e são mantidos em uma caixa separada. "Aquele lote tem rastreabilidade de quem manuseou, quem comprou o produto na loja", indica Lopes. Em alguns casos, os remédios podem ser lacrados em um compartimento com chave, ficando sob responsabilidade do farmacêutico da transportadora.

O sistema de garantia de qualidade é gerido pelo farmacêutico e prevê requisitos para a viagem. Documentação, temperatura, segurança e acondicionamento devem ser assegurados pelo profissional, que também deve assumir o treinamento das pessoas que trabalharão na operação logística. "O farmacêutico tem de treinar todo mundo que lida com o medicamento. Ele é o multiplicador do transporte", diz Carvalho Junior. O manual ainda deve prever procedimentos para situações críticas, como blecautes no centro de distribuição (uma vez que a falta de energia pode comprometer a refrigeração da carga), acidentes na estrada ou paralisações.

Cartola - Agência de Conteúdo

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  comentários

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Exelente materia muito interessante.

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